
A história conta que na cidade de Alagoa Grande, enquanto Pr Pedro Trajano e seu companheiro José de Arimatéia pregavam o evangelho, foram cercados por cerca de 200 pessoas armadas, mas, por bondade de Deus, o Chefe da polícia interveio e impediu algo pior.
Embora Emílio Conde relate que “em 1920, Francisco Félix e esposa, vindos do Pará, deram início aos cultos na capital do Estado, então chamada de Parahyba e, a partir deste ano, surgiram muitas conversões a essa nova denominação”, o livro caixa da Assembleia de Deus em Belém do Pará registra uma oferta para “Parahyba” (atual João Pessoa) em 1919, em nome de Napoleão, uma indicação que o trabalho na capital do Estado ocorreu paralelamente ao interior. Até 1923, os cultos na Capital eram realizados nas residências dos irmãos em diversos locais da cidade. Porém, nesse mesmo ano, chegaram os missionários suecos Simom e Agnes Sjögren, os quais sugeriram a oficialização da fundação da Assembleia de Deus em Parahyba do Norte e, no dia 7 de maio de 1923, na rua Vasco da Gama em Jaguaribe, realizou-se o primeiro culto em um local específico na capital do Estado. Nos poucos mais de dois anos que passaram no Brasil, os Missionários foram duramente provados. A história conta que os Missionários Simon e Agnes Sjögren chegaram em Belém do Pará em 24 de janeiro de 1922, trinta dias depois da chegada ao Brasil já estavam em Maceió com o Missionário Otto Nelson, mas Simon ficou gravemente enfermo com malária e sua esposa com problemas de nervos. Ao chegarem à Capital, novamente adoeceram.
Naquele tempo, o leite era colocado na porta das casas e a Missionária “Agnes viu como um vizinho enchia a garrafa de leite e, ao mesmo tempo, colocava lá um tipo de veneno em pó”. Assim, estava explicado o motivo da doença repentina. Mas Deus os livrou da morte. No fim de 1923, Sjogren deixa o pastorado da igreja. Com a saída dos Missionários, o missionário Joel Carlson, pastor da Assembleia de Deus em Recife, veio à Parahyba (capital) para realizar o batismo de outros novos convertidos e apoiar a nascente igreja. Emílio Conde, sugere que o Pr Pedro Trajano ficou cooperando na direção da igreja nesse hiato entre a saída do Missionário Simon e a chegada do Pr Cícero Canuto de Lima. Em 24 de julho de 1924, chega à Paraíba o Pr. Cícero Canuto de Lima e assume a direção da igreja e, em 1929, inaugura o maior templo evangélico do Estado na época, localizado na Av. Primeiro de Maio, 239, em cuja inauguração estava presente o Missionário Gunnar Vingren. Nesse templo é realizado culto até hoje e ainda sedia o Departamento Social da Igreja na Capital. Pr. Cícero Canuto pastoreou a igreja por 15 anos, sendo substituído pelo Pr. João Batista da Silva, que ficou à frente da igreja até 1950 e depois repassou a direção para o Pr. Antônio Petronilo dos Santos.
Vale salientar que em 1935, a AD na capital sediou a 4ª Convenção Nacional da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). Em 1972, o Pr. Antônio Fernandes das Chagas assume a presidência da igreja e se torna o pastor com maior tempo à frente da AD paraibana. Foi na gestão do Pr. Chagas que foi enviado o primeiro missionário da AD na Paraíba para um campo transcultural. O Pr. Hélio de Albuquerque foi trabalhar na Bolívia em 1980. Nesse período, a Secretaria de Missões (SEMAD-PB) ainda não havia sido criada. Com o Pr. Antônio Fernandes das Chagas o templo central da Assembleia de Deus é transferido da Av. Primeiro de Maio para a Av. Coelho Lisboa, 553, em Jaguaribe, João Pessoa – PB. Com a construção do novo templo, a igreja ganhou um espaço com capacidade para 2.500 pessoas sentadas, além de refeitórios, dormitórios, secretarias, estacionamento amplo, salas de Escola Bíblica Dominical e continua sendo o templo central da ADPB até hoje.
O Pr. Antônio Fernandes das Chagas foi substituído, 1999, pelo Pr. Cícero Raimundo Lins, que em 1999 faz a reforma do Estatuto da Igreja, criando a Convenção Estadual. Em janeiro de 2000, assume a Presidência da Igreja no Estado o Pr. Antônio Ferreira de Lima.
Em novembro de 2000, o Pr. José Carlos de Lima assume a Presidência da Igreja, sendo o Pr. Antônio Ferreira de Lima Presidente da Convenção Estadual (COMADEP). Em 2004 Pr. José Carlos de Lima é eleito presidente da COMADEP. Presidindo simultaneamente a Igreja no Estado e a Convenção de Ministros. Em 2016, na AGO da UMADENE (União de Ministros das Assembleias de Deus do Nordeste) Pr. José Carlos de Lima é eleito Presidente da UMADENE. Dando prosseguimento à história da AD na Paraíba no contexto nacional, em 2017 o presidente da Igreja na Paraíba foi indicado para compor o Conselho Administrativo da CPAD e da Patmos Music com sede nos Estados Unidos da América. Hoje, segundo dados fornecidos pela COMADEP, a Assembleia de Deus na Paraíba, com sede na cidade de João Pessoa, possui 181 campos eclesiásticos que administram mais de 1.100 templos em todo o Estado, com aproximadamente 110.000 crentes assembleianos.